terça-feira, 23 de abril de 2013

Crianças pobres: mais felizes?

Cobra-sega, amarelinha, esconde-esconde, estrela nova cela, bolinha de gude, pega-pega, etc. Brincadeiras cada vez mais extintas de nosso mundo atual. Muitas dessas nós brincamos ou ouvimos de nossos pais que eles brincaram. Brincadeiras sem malícia, com muita felicidade, que nos ajudava em nosso crescimento enquanto cidadão, que vive em sociedade. Porém, hoje, com o ritmo desenfreado da tecnologia as crianças estão deixando parcial ou totalmente suas brincadeiras, o que realmente deviam fazer, para ficarem em tablets, computadores, video-games avançados com altas tecnologias e até portáteis, jogos eletrônicos entre outros... Não digo que seja ruim essa interação das crianças dessa "nova geração", pois isso pode muitas vezes, talvez, aguçar a inteligência e ajudar no desenvolvimento mental, mas eu disse talvez. Pois uma criança que não sai de casa, não faz amigos, não tem contato com o mundo exterior, comendo porcarias e sem atividades físicas criam grandiosíssimas probabilidades de crescerem obesas, depressivas, anti-sociais, podendo causar até distúrbios piores ao longo de suas vidas. Não creio que sejam felizes por completas, eu tive a super felicidade de nascer na época em que computadores, tecnologia e jogos eletrônicos eram só para ricos enquanto gente como eu brincava e era feliz de verdade. Digo isso, que existe essa tal felicidade, por que há alguns dias a trás estava observando da minha janela duas crianças que moram em uma favela próximo a minha casa. São realmente pobres, moram em barracos e na casa que eles moram não tiveram a oportunidade de terem um computador ainda pelas suas condições precárias. Talvez suas vidas não sejam lá essas coisas, também não estou aqui pra julga-las. Mas para falar que vendo essas crianças brincarem de bolinha de gude, amarelinha, esconde-esconde, entre outras brincadeiras, elas expressavam em seus rostos uma felicidade impossível de descrever, que as faziam esquecer de todos problemas que talvez poderiam ter e que até contagiava quem estava perto. Enfim, ao ver isso te faço uma pergunta. Mais vale uma criança com dinheiro que põe de lado qualquer felicidade ou com uma felicidade que põe de lado qualquer dinheiro? Também não sei te responder. Mas penso que o ideal seria crianças sendo realmente crianças.